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Sabia Que...
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É importante escolher o tipo de gordura que consome?
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Comer certo tipo de gordura é essencial para manter uma saúde equilibrada. As gorduras polinsaturadas reduzem o risco de cancro, doenças cardiovasculares, alergias, artrite, eczemas, depressão, fadiga, infecções, SPM.
As gorduras essenciais permitem manter o sangue fluído impedindo coágulos e bloqueios, relaxam os vasos sanguíneos, baixam a tensão arterial, ajudam a manter o equilíbrio hídrico no organismo, diminuem a inflamação e as dores, melhoram a função nervosa e imunitária e ajudam ao funcionamento da insulina que é boa para o equilíbrio do açúcar no sangue.
Mas como poderemos facilmente distinguir as boas das más gorduras no nosso dia a dia? È extremamente fácil, basta termos em atenção o seu nível de solidificação.
As gorduras polinsaturadas (as gorduras essenciais) são líquidas enquanto que as saturadas (as gorduras nefastas) solidificam à temperatura ambiente.
Assim as gorduras vegetais são predominantemente líquidas e como tal facilmente nos apercebemos que são polinsaturadas. As únicas gorduras vegetais saturadas são as que solidificam à temperatura ambiente, o óleo de palma e de côco.
As margarinas vegetais são portanto “falsas” gorduras polinsaturadas, porque
ao sofrerem um processo de hidrogenação para se tornarem sólidas, tornam-se saturadas.
As gorduras saturadas são sobretudo gorduras animais, as quais solidificam à temperatura ambiente, e no nosso corpo tendem também a tornar-se mais sólidas facilitando a sua acumulação e consequente obstrução das veias e artérias, podendo originar todo um conjunto de problemas, nomeadamente cardiovasculares.
Se em conjunto com gorduras animais (saturadas) consumirmos açúcar branco e sal refinado o nível de obstrução pode aumentar.
Desta forma tenha cuidado com os gelados que consome, pois são uma grande mistura entre gorduras saturadas (lacticínios) e açúcar refinado.

Linhaça
Soja
Noz
Algas
Sementes de girassol
Sementes de sésamo
Amêndoas
Peixe
Pássaros do mato
Avelãs
Caça
Galinha
Óleos frescos, prensados, em recipientes opacos
Óleo de onagra
Ovos
Borrego
Vaca
Frutos Secos, torrados e sementes
Lacticínios
Porco
Óleos refinados
Margarinas
Manteiga

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Os produtos biológicos apresentam muitas vantagens?
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12 boas razões para consumir alimentos biológicos
1 - Valor nutritivo: cultivados em solos equilibrados por fertilizantes naturais, os alimentos biológicos são de melhor qualidade quanto ao teor em vitaminas, minerais, hidratos de carbono e proteínas, capazes de saciar graças ao equilíbrio dos seus constituintes.
2 - Sabor: Nos solos regenerados e fertilizados organicamente, as plantas crescem saudáveis e desenvolvem, da melhor forma, o seu verdadeiro aroma, a sua autêntica cor e sabor, os quais permitem redescobrir o verdadeiro gosto dos alimentos originalmente não processados.
3 - Garantia de saúde: Inúmeros pesticidas proibidos em determinados países devido a sua toxicidade continuam a ser utilizados, por vezes vendidos ilegalmente e obtidos por contrabando. Os estudos toxicológicos reconhecem as relações existentes entre os pesticidas e certas patologias, como o cancro, as alergias e a asma.
4 - Água Pura: A prática de agricultura ecológica, que não utiliza produtos perigosos nem grandes quantidades de azoto - que contaminam os lençóis de água potável, é uma garantia permanente da obtenção de água pura nos tempos futuros.
5 - Certificação: Os produtores agrobiológicos seguem um caderno de normas rigoroso, controlado por organismos de certificação, segundo regras internacionais reconhecidas, hoje em dia, pelos governos de inúmeros países.
6 - Solo fértil: O solo é a base de toda a cadeia alimentar e a principal preocupação da Agricultura Biológica. Qualquer prática no âmbito da pedologia deve visar a conservação da fertilidade do solo e, inclusivamente, melhorar a sua condição, em particular pelo aumento do teor em húmus das terras aráveis.
7 - Biodiversidade: A diminuição da diversidade biológica é um dos principais problemas ambientais dos dias de hoje. A Agricultura Biológica preserva as sementes para o futuro impedindo, deste modo, o desaparecimento de inúmeras variedades de grande valor nutritivo e cultural.
8 - Harmonia: A Agricultura Biológica respeita o equilíbrio da Natureza e contribui para um ecossistema são. O equilíbrio entre agricultura e floresta, as rotações das culturas, etc. permitem a preservação de um espaço rural capaz de satisfazer as gerações vindouras.
9 - Comunidades Rurais: A Agricultura Biológica permite a revitalização da população rural e restitui aos agricultores a verdadeira dignidade e o respeito que lhe são merecidos da população em geral pelo seu papel de guardião da paisagem e dos ecossistemas agrícolas.
10 - Educação: A Agricultura Biológica é uma grande “escola prática de Educação Ambiental”. Ela apresenta um modelo de desenvolvimento sustentável no meio rural deveras promissor para todos os jovens a quem, um dia, caberão as tomadas de decisão da sociedade.
11 - Emprego: Graças à dimensão humana que estas explorações assumem, as práticas ecológicas e à gestão adequada dos recursos locais, os produtores agrobiológicos geram oportunidades de criação de empregos permanentes e dignos.
12 - Futuro: Os produtores agrobiológicos são grandes inovadores que conseguem a combinação de práticas tradicionais com as práticas mais modernas, desenvolvendo assim as técnicas que permitem evitar o emprego de agentes poluentes do ecossistema agrícola.
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É importante não só escolher os alimentos, mas também a forma como os cozinha?
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Os três maiores inimigos das vitaminas e dos minerais são o aquecimento, a água e a oxidação.
Qualquer forma de calor destrói os nutrientes. O grau de destruição depende do tempo de confecção e da temperatura. Em temperaturas superiores a 50º as estruturas celulares começam a degradar-se, o que permite que os nutrientes escapem de dentro delas.
Em média 20 a 70% do conteúdo nutricional dos legumes é perdido durante a cozedura. Os minerais e as vitaminas hidrossolúveis presentes nos legumes perdem-se na água da cozedura, portanto quanto mais água usarmos e quanto maior o tempo de cozedura mais nutrientes se perdem.
O que é interessante é que não só os nutrientes nos escapam, mas também o sabor dos alimentos.
Por conseguinte se quisermos uma refeição mais rica em nutrientes e em sabor podemos optar por outros métodos culinários que utilizem pouca água e temperaturas mais baixas e com menos tempo de cozedura, tais como escaldados, vapor, nishime e kimpira .(ver glossário)
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O Miso é considerado pelos Japoneses como um presente dos Deuses?
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O Miso é um produto originário do Japão e os japoneses consideram-no um presente do deuses para a Humanidade devido às suas qualidades terapêuticas. Ajuda a reconstruir a flora intestinal e a neutralizar o efeito do tabaco, da poluição e das radiações, alcalinizando o sangue.
Em termos gerais, o miso contribui para a saúde e longevidade.
É uma pasta de soja fermentada produzida a partir dos feijões de soja cozidos e misturados com cereais. Após a fermentação dos grãos a mistura é salgada, obtendo-se uma pasta espessa e nutritiva. A consistência do miso é pastosa e a cor varia entre o bege claro e o castanho escuro, passando por toda uma gama de cores intermédias. O sabor é intenso e relativamente salgado. Quanto mais escuro o miso, mais salgado e mais intenso.
O Miso constitui um excelente condimento em sopas, legumes e verduras estufadas, cereais e leguminosas, na preparação de soja e tofu, bem como na elaboração de patês.
Como são elementos vivos, as bactérias e fermentos do miso perdem as suas propriedades quando são submetidos a altas temperaturas ( na fervura por exemplo). Assim, o melhor é cozinhar em lume brando ou introduzir o miso o mais tarde possível, na fase da preparação dos alimentos, pouco antes do final da cozedura.
Ana Isabel Almeida
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O sal é essencial à vida?
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O nosso corpo precisa tanto de sal como de água e oxigénio. Está a ler bem. O sal é essencial à vida.
Uma das tarefas mais importantes reconhecidas ao sal é a sua intervenção na digestão dos alimentos, assim a ausência de sal impede o metabolismo adequado das proteínas, dos hidratos de carbono e dos lípidos, assim como compromete a sua absorção.
O sal desempenha também um papel crucial na manutenção das células nervosas e na transmissão dos impulsos de uma célula para outra. E é ainda indispensável para uma boa saúde óssea.
Duma forma global o sal preserva o nosso corpo e retarda a sua regeneração.
Mas o sal a que nos estamos a referir é o sal marinho integral, rico em minerais, e não o sal refinado que habitualmente encontramos nos supermercados. Este é deveras prejudicial para a saúde.
No processo de refinamento do sal marinho integral são-lhe extraídos cerca de 80 elementos químicos, entre os quais iodo, magnésio, cálcio, potássio, fósforo , e obtém-se um sal concentrado de cloreto de sódio. Este sal refinado é extremamente nefasto para a nossa saúde, causa muito frequentemente edema (retenção de água), pode comprometer o bom funcionamento do coração (hipertensão arterial), dos rins (cálculos renais), da tiróide e dificulta a circulação sanguínea. Além disto são-lhe acrescentados todo um conjunto de elementos químicos altamente tóxicos.
No entanto temos que ter cuidado, pois se é certo que o sal integral é essencial à vida, em doses excessivas também pode torna-se tóxico e comprometer o funcionamento do nosso organismo.
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O açúcar é uma “amarga tentação”?
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O ser humano, os animais e as plantas são atraídos pelo sabor doce simplesmente porque na natureza a maior parte das coisas que são doces não são venenosas.
Só que aqui temos um paradoxo, é certo que na natureza a maior parte dos doces não são venenosos, no entanto isto não significa que tudo o que seja doce faça bem. Realmente, a partir do momento em que o ser humano começou a refinar os alimentos e aumentou o seu sabor de açúcar não obteve um alimento de maior qualidade. Mas antes uma forma de “veneno” escondida.
Ou seja, todas as formas de açúcar refinado – açúcar branco, amarelo, malte, glucose, mel, melaço – ao serem ingeridos são rapidamente libertados no nosso organismo, causando um aumento súbito de açúcar. Como a totalidade desse açúcar não é necessária ao organismo é armazenada como gordura nas zonas mais inactivas do nosso corpo, como a barriga, nádegas e ancas. No coração, artérias, rins e fígado, podem acumular-se também grandes quantidades desta “gordura açucarada” que leva depois a uma subsequente degeneração destes órgãos.
Se ele é armazenado, significa que o nível de açúcar do sangue desce também rapidamente, assim ao fim de pouco tempo de ingerirmos um doce ficamos novamente com uma vontade enorme de consumir açúcar. Aí comemos novamente açúcar, ele é rapidamente libertado, armazenado e lá vem novamente aquela vontade de comer doces que muitas vezes é quase incontrolável.
Mas o problema não fica por aqui. Não sei se sabe mas o açúcar refinado também é desprovido de vitaminas e minerais necessários ao metabolismo desse mesmo açúcar. O açúcar branco perde cerca de 90% das suas vitaminas e minerais ao ser refinado.
Isto significa que cada vez que consumirmos açúcar refinado estamos a utilizar as reservas de minerais e vitaminas existentes no nosso organismo (órgãos, tecidos, ossos e dentes) as quais não são inesgotáveis. Desta forma podemos ficar rapidamente com deficiências em determinadas vitaminas e minerais, nomeadamente em cálcio, fósforo, ferro, magnésio, zinco, selénio e vitaminas do complexo B. Sem vitaminas e minerais o nosso metabolismo torna-se ineficaz, contribuindo para uma grande falta de energia, sentimentos de irritabilidade, depressão, ansiedade e para um controlo deficiente do peso.
Mas atenção, este processo não acontece apenas com o açúcar branco refinado. Os hidratos de carbono refinados como o pão branco, o arroz branco ou os cereais refinados possuem um efeito semelhante ao do açúcar refinado.
Assim ao escolher um hidrato de carbono escolha um menos doce, são aqueles que têm os nutrientes necessários ao seu metabolismo, e são também de lenta absorção, e portanto contribuem para o seu bem estar físico e psicológico. Cuidado com a “amarga” tentação!
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